Novas UPAs devem realizar mais de 100 mil atendimentos por mês em Goiânia

Novas UPAs devem realizar mais de 100 mil atendimentos por mês em Goiânia

Oito novas unidades ampliarão a capacidade da rede municipal de urgência e emergência. Quatro UPAs já têm projetos definidos e receberão investimento de R$ 75 milhões, dos quais R$ 15,6 milhões são provenientes de emendas parlamentares

A Prefeitura de Goiânia vai ampliar a rede municipal de urgência e emergência com a construção de oito novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que terão capacidade para realizar mais de 100 mil atendimentos por mês. As quatro primeiras unidades receberão investimento de R$ 75 milhões, dos quais R$ 15,6 milhões são provenientes de emendas parlamentares. Atualmente, a capital conta com 12 unidades de urgência e emergência, responsáveis por uma média superior a 120 mil atendimentos mensais.

A gestão assumiu a saúde da capital com uma dívida de quase R$ 5 bilhões, intervenção estadual e uma rede em colapso. Desde o primeiro dia, Mabel afirmou tratar a saúde com prioridade e prometeu reestruturar a rede. Com mais de R$ 1 bilhão em investimentos em 2025, Goiânia ampliou serviços, aumentou a capacidade de atendimento e reorganizou assistência em diferentes áreas.

“Um dos nossos compromissos foi a transformação da saúde, e muito já foi feito. Assumimos com um cenário de uma cidade totalmente destruída, com a saúde em intervenção. Mesmo diante de uma dívida de quase R$ 5 bilhões, o trabalho tem resgatado a confiança do goianiense. Agora, a partir deste ano, entramos em uma nova fase, e oito novas UPAs serão construídas”, afirma Mabel. 

Quatro das oito novas unidades que serão construídas já têm nome e endereço: UPA Campinas-Centro, Sudoeste, Noroeste e Oeste. Do valor investido nas obras, 20% serão de emendas do senador Vanderlan Cardoso e dos deputados federais Ismael Alexandrino e Flávia Morais. Os projetos são para UPA Porte III. 

“Estamos trabalhando para que cada etapa desses projetos avance com segurança técnica, responsabilidade na aplicação dos recursos e transparência. Nosso compromisso é garantir que as obras sejam executadas com qualidade e entreguem uma estrutura moderna e eficiente para a população. Vamos entregar serviços concretos e ampliar a capacidade de atendimento, fortalecendo a rede de urgência e emergência de Goiânia”, destaca o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer.

As unidades serão equipadas com oito consultórios médicos, um consultório odontológico, recepção, salas de espera, salas de classificação de risco, laboratório, farmácia, salas de coleta de material, raios X, eletrocardiograma e ultrassom, vinte leitos de observação, seis leitos na sala vermelha e sala Lilás, espaço para atendimento a mulheres vítimas de violências. Também terão áreas administrativas e de apoio, como Centro de Material e Esterilização (CME) e almoxarifado.

A arquiteta Geovanna Messias Pires, da Gerência de Infraestrutura e Manutenção da Rede da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), explica que as novas UPAs terão projeto arquitetônico atualizado, desenvolvido pela própria equipe da prefeitura. Segundo ela, o modelo mantém as diretrizes assistenciais do Ministério da Saúde, mas incorpora soluções mais modernas, com fluxos mais eficientes, espaços humanizados e adequações às normas técnicas atuais.

As quatro primeiras unidades estão em fase de elaboração da documentação para licitação, projetos complementares e aprovação na Vigilância Sanitária. A previsão é que a primeira obra comece ainda neste ano e seja concluída em 14 meses. As outras quatro UPAs seguem em fase de definição dos terrenos para o início dos projetos e do processo de licenciamento.

Foto: Divulgação/SMS / Secretaria Municipal de Saúde (SMS) – Prefeitura de Goiânia

 

Andreazza Joseph
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