Abate de bovinos, frangos e suínos atinge recorde histórico e acompanha altas na produção de leite e ovos

Abate de bovinos, frangos e suínos atinge recorde histórico e acompanha altas na produção de leite e ovos

Em 2025, foram abatidas 42,94 milhões de cabeças de bovinos, 6,69 bilhões de frangos e 60,69 milhões de suínos. Aquisição de leite foi de 27,51 bilhões de litros e de ovos de galinha de 4,95 bilhões de dúzias. Todos os cinco resultados são recordes da série histórica

1. Abate de bovinos, frangos e suínos atinge recorde histórico e acompanha altas na produção de leite e ovos

Os dados dos resultados completos da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais no acumulado de 2025, divulgados nesta quarta-feira, 18 de março, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o abate de bovinos registrou alta de 8,2% e chegou a 42,94 milhões de cabeças abatidas em 2025, 3,25 milhões a mais que no ano anterior. Esse é o maior resultado obtido no histórico da pesquisa, superando o registrado em 2024, até então o maior valor da série. Todos os trimestres de 2025 apresentaram variação positiva em relação aos respectivos períodos do ano anterior.

Os abates de suínos e frangos também registraram recordes com 60,69 milhões de cabeças de suínos, aumento de 4,3% em relação a 2024, e 6,69 bilhões de cabeças de frango, incremento de 3,1% em relação ao ano anterior.

“O setor de bovinos foi marcado pelo maior volume de abate e produção de carcaças de toda a série histórica. Esse cenário, favorecido pelo recorde nas exportações e pela forte demanda interna, resultou em preços melhores para o setor”, disse a gerente de Pecuária do IBGE, Angela Lordão.“Além disso, observou-se um aumento expressivo no abate de animais jovens de até 2 anos, com destaque para as novilhas, que representaram 78% das 8,4 milhões de cabeças registradas nessa categoria”, completou.

Foram registrados aumentos no abate de bovinos em 25 das 27 unidades da federação. Os acréscimos mais expressivos com 1,0% ou mais de participação ocorreram em: São Paulo (+629,22 mil cabeças), Pará (+472,77 mil cabeças), Rondônia (+364,43 mil cabeças), Goiás (+244,87 mil cabeças), Mato Grosso (+199,21 mil cabeças) e Mato Grosso do Sul (+175,09 mil cabeças).

SUÍNOS — O abate de suínos alcançou 60,69 milhões de cabeças em 2025, um aumento de 4,3% (+2,51 milhões de cabeças) em relação a 2024, e estabeleceu novo recorde na série histórica desde 1997. Em 15 das 26 unidades da Federação participantes da pesquisa, houve crescimento no abate de suínos no ano passado. Santa Catarina manteve a liderança entre os estados, com 28,2% do abate nacional, seguido por Paraná (21,2%) e Rio Grande do Sul (17,9%).

FRANGOS — O abate de frangos também registrou novo recorde na série histórica, com 6,69 bilhões de cabeças abatidas em 2025, um aumento de 3,1% (+201,34 milhões) em relação a 2024. Em 23 das 26 unidades da federação participantes da pesquisa houve crescimento no abate de frangos no ano passado. Entre as unidades da federação, Paraná continuou liderando em 2025, com 34,4% de participação nacional, seguido por Santa Catarina (13,7%), Rio Grande do Sul (11,4%), e logo em seguida por São Paulo (11,3%).

OVOS DE GALINHA — A produção de ovos de galinha foi de 4,95 bilhões de dúzias em 2025, um aumento de 5,7% em relação ao ano anterior. O total é um recorde de produção na série histórica. O setor vem performando recordes consecutivos no acumulado anual da produção de ovos registrados pela pesquisa desde 1998. Mais da metade das granjas, 1.179 (54,1%), produziram ovos para o consumo, respondendo por 82,4% do total de ovos produzidos, enquanto 1.000 granjas (45,9%) produziram ovos para incubação, respondendo por 17,6% do total de ovos produzidos.

LEITE — Os laticínios que atuam sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária captaram 27,51 bilhões de litros em 2025, um aumento de 8,5% sobre a quantidade registrada em 2024. O ano de 2025 foi o terceiro de crescimento na aquisição de leite, após passar por dois anos de quedas consecutivas, e performou a maior aquisição da história quando verificados os registros iniciados em 1997.

Considerando a produção ao longo de 2025, o preço médio do litro de leite adquirido ficou em torno de R$ 2,56, uma queda de 1,9% se comparado ao preço médio das aquisições de 2024 (R$ 2,61). No 4º trimestre de 2025, a aquisição de leite cru foi de 7,36 bilhões de litros, acréscimo de 8,6% em relação ao 4° trimestre de 2024, e aumento de 3,9% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Andreazza Joseph
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