O vale-alimentação e refeição aparece no topo das prioridades entre os trabalhadores ouvidos pela Vólus em Goiás. Realizado em julho de 2026, o levantamento com 2.119 respondentes mostra que 66% valorizam ou gostariam de ter VA/VR. O resultado indica a importância dos auxílios ligados à alimentação na organização das despesas básicas das famílias.
Essa importância convive com uma percepção de perda de poder de compra. Entre os entrevistados, 50% afirmam que o saldo do VA ou VR não atende às necessidades até o fim do mês. Além disso, 52% dizem que não houve reajuste nos últimos 12 meses devido ao aumento dos preços, o que evidencia uma diferença entre a relevância atribuída ao recurso e sua capacidade de acompanhar as despesas do dia a dia.
Para Gerlos Lima, gerente regional da Vólus em Goiás, os dados mostram que a alimentação precisa ser observada a partir da rotina financeira do trabalhador.
“O vale-alimentação e o vale-refeição continuam entre os benefícios mais importantes porque estão ligados a uma necessidade diária. Quando metade dos usuários informa que o saldo não chega até o fim do mês, a empresa tem um indicativo importante para avaliar o valor, o perfil de consumo e a composição do pacote oferecido”, pontua.
Os resultados também mostram que, além da alimentação, outras necessidades aparecem entre os trabalhadores goianos. Quando questionados sobre benefícios que ainda não possuem e gostariam de ter, 32% citaram o auxílio-combustível, seguido por plano de saúde e premiação por desempenho, ambos com 24%. Os dados apontam para demandas relacionadas à mobilidade, saúde e reconhecimento profissional.
Na avaliação de Gerlos, compreender essas diferentes demandas pode ajudar as empresas a construir políticas de benefícios mais alinhadas ao perfil das equipes.
“Não existe uma única solução que atenda da mesma forma todos os colaboradores. A alimentação continua sendo prioridade, mas outras necessidades também fazem parte da rotina do trabalhador. Quando a empresa conhece melhor esse perfil, consegue estruturar benefícios mais próximos da realidade das pessoas e mais eficientes para a própria gestão”, destaca.