Prefeitura de Goiânia entrega revitalização de monumentos históricos no Bosque dos Buritis

Obras de Siron Franco e Marcus Sales foram recuperadas em parceria com a iniciativa privada, sem custos para o município

Dois monumentos que integram a história e o patrimônio cultural de Goiânia foram entregues à população, nesta segunda-feira (12/10), pelo prefeito Sandro Mabel, após passarem por revitalização. A ação contempla o Monumento aos Mortos e Desaparecidos na Luta Contra a Ditadura Militar, projetado pelo arquiteto Marcus Sales Gebrim, e o Monumento à Paz Mundial, do artista goiano Siron Franco. As obras ficam no Bosque dos Buritis e em seu entorno, no Setor Oeste, e foram recuperadas em parceria com a iniciativa privada, sem custos para o município.

Durante a entrega, Mabel destacou a importância de manter os monumentos conservados e agradeceu à empresa responsável pela revitalização.

“Uma obra de arte precisa ser revitalizada, porque isso também renova o sentido para o qual ela foi criada. Esses monumentos têm uma simbologia muito forte e representam artistas e momentos importantes da nossa história. Agradeço à Ademaldo Construções, empresa que fez essa parceria com a prefeitura e recuperou as duas obras sem custos para o município”, afirmou.

O diretor-presidente da empresa, Ademaldo Carlos Cabral, disse que recebeu com satisfação o convite da Secretaria Municipal de Cultura para executar o serviço.

“Recebemos com muita alegria o convite da Secretaria Municipal de Cultura para restaurar essas obras. Os monumentos estavam bastante deteriorados pelo tempo e pela ação de terceiros. Aceitamos o desafio e ficamos felizes em contribuir com a preservação da cultura da nossa cidade e do nosso estado”, afirmou.

Segundo Cabral, o trabalho recuperou as estruturas existentes, sem alterar as características originais dos monumentos.

Monumento à Paz Mundial

Inaugurado em 20 de setembro de 1988, durante o II Simpósio Nacional da Paz na Era Nuclear, o Monumento à Paz Mundial fica dentro do Bosque dos Buritis. Com aproximadamente cinco metros de altura, a obra de Siron Franco é feita de concreto e vidro e tem formato semelhante ao de uma ampulheta.

Em seu interior, reúne porções de terra de diferentes países e continentes, simbolizando a união, a fraternidade e a paz entre os povos. A obra foi idealizada após o acidente com o Césio-137, ocorrido em Goiânia em 1987, e propõe uma reflexão sobre os riscos da energia nuclear e a importância da convivência pacífica entre as nações.

Monumento à memória da ditadura

Localizado em frente ao Bosque dos Buritis, o Monumento aos Mortos e Desaparecidos na Luta Contra a Ditadura Militar foi inaugurado em 27 de agosto de 2004, durante a gestão do prefeito Pedro Wilson. O projeto do arquiteto Marcus Sales Gebrim foi escolhido por meio de concurso público promovido pela Prefeitura de Goiânia.

A obra é formada por uma esfera metálica dividida em 15 segmentos, que representam os 15 mortos e desaparecidos políticos ligados a Goiás.

O secretário municipal de Cultura, Uugton Batista, ressaltou a importância da conservação dos monumentos para a preservação da identidade cultural da cidade.

“A recuperação das obras contribui para garantir que esses símbolos permaneçam acessíveis à população e às futuras gerações, preservando não apenas sua dimensão artística, mas também os valores históricos e sociais que representam”, pontuou.

Fotos: Alex Malheiros / Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) – Prefeitura de Goiânia