A eleição de 2026 deixou um número impossível de ignorar para quem acompanha a política de Caldas Novas. Evando Magal não conseguiu repetir a votação que teve na disputa pela Prefeitura, dois anos antes. A matemática é fria e direta: em 2024, candidato a prefeito, Magal obteve 17.502 votos, equivalentes a 36,81% dos votos válidos, terminando a disputa em segundo lugar.
Em 2026, candidato a deputado estadual, o número em seu principal reduto caiu para 13.393 votos. Isso significa que 4.109 votos ficaram pelo caminho, uma redução de aproximadamente 23,5% em relação à votação obtida dois anos antes. Não estamos comparando eleições distantes: são dois pleitos consecutivos, com apenas dois anos de intervalo, no mesmo município e envolvendo o mesmo personagem político.
Durante anos, Magal construiu uma trajetória eleitoral expressiva em Caldas Novas. Em 2016, venceu a eleição para prefeito com 21.039 votos. Em 2022, alçou voo maior e disputou uma vaga para a Câmara Federal, somando 30.032 votos em Goiás. Os números mostram, portanto, que existe uma trajetória política relevante, mas também colocam em evidência uma mudança recente no comportamento eleitoral.
A curva dos últimos pleitos merece atenção. Em 2024, Magal obteve 17.502 votos na disputa pela Prefeitura; em 2026, foram 13.393 votos para deputado estadual. A diferença de 4.109 votos não é apenas uma questão matemática: representa uma parcela significativa do eleitorado que havia escolhido seu nome na eleição municipal anterior e que, dois anos depois, não repetiu o voto.
A aliança com a deputada federal Magda Mofatto foi apresentada como um movimento estratégico para fortalecer o grupo político e ampliar o palanque. O resultado das urnas, porém, mostra que a união não foi suficiente para que Magal repetisse a votação de 2024 em Caldas Novas. É importante fazer uma ressalva: os números, isoladamente, não permitem afirmar que os 4.109 votos perdidos sejam consequência direta da aliança.
Seria simplista atribuir toda a diferença a um único fator. O que os dados permitem afirmar objetivamente é que, mesmo com a aliança política, Magal terminou a eleição de 2026 com 4.109 votos a menos do que havia obtido na eleição municipal de 2024. Esse resultado passa a integrar a análise sobre a atual dimensão de sua base eleitoral em Caldas Novas.
O caso também precisa ser observado dentro de uma perspectiva mais ampla. O histórico mostra um político que já alcançou votações expressivas no município e no Estado, mas que agora apresenta uma redução justamente na comparação entre os dois pleitos mais recentes. O eleitor pode respeitar o passado, mas a urna mede a força política no presente.
O nome continua conhecido em Caldas Novas. Mas ser conhecido não significa necessariamente transformar reconhecimento em voto. Os 4.109 eleitores que escolheram Magal para prefeito em 2024 e não repetiram o voto para deputado estadual em 2026 representam uma mudança concreta na votação. A origem dessa mudança pode ter múltiplas explicações, mas o número em si é incontestável.
Nenhuma liderança política mantém necessariamente o mesmo tamanho eleitoral ao longo do tempo. Grupos surgem, crescem, se dividem, mudam de composição e podem perder espaço. A importância histórica de Magal para a política de Caldas Novas pode ser observada em sua própria trajetória eleitoral, mas os números de 2026 colocam uma nova questão sobre o futuro de sua base política.
A pergunta, então, deixa de ser apenas “quantos votos Magal teve?” e passa a ser: quantos votos ainda permanecem em seu campo político? A resposta não está apenas nas redes sociais, nos discursos de palanque ou nas alianças construídas durante a campanha. Ela veio da urna.
E, em Caldas Novas, o principal dado da eleição de 2026 é objetivo: Magal terminou a disputa para deputado estadual com 4.109 votos a menos do que havia obtido na eleição para prefeito em 2024. Dois anos, duas eleições, o mesmo município e uma diferença que agora faz parte da história eleitoral recente de Caldas Novas.