O PL de Goiás parece ter escolhido seus preferidos para 2026. E o nome de Magda Mofatto ficou de fora da vitrine.
Movimentações internas escancararam o que já se comentava nos corredores: a deputada federal deixou de ser prioridade na estratégia da legenda no estado. Quem está no centro do tabuleiro agora são Major Vitor Hugo e Fred Rodrigues. Os dois concentram as articulações, as agendas e o discurso da cúpula.
O sinal mais claro veio num encontro promovido pelo próprio partido. Magda não apareceu. Para aliados e adversários, a ausência pegou mal e reforçou a leitura de desgaste interno. Numa legenda que vive de palanque e foto, sumir do palco principal tem peso.
O problema não é só dentro do partido. Nas últimas eleições, os votos de Magda Mofatto no próprio domicílio eleitoral vêm caindo. O recuo nas urnas em casa acende alerta vermelho e enfraquece o argumento de que ela seria "intocável" na base.
Sem o guarda-chuva da máquina partidária, a avaliação nos bastidores é dura: se vier novo mandato, será no braço. Dependendo exclusivamente de estrutura própria, capital político individual e costura município a município.
Enquanto o PL não oficializa nada, os fatos falam. As prioridades estão definidas, os investimentos estão indo para outros nomes e Magda foi empurrada para a lateral do campo.
A pergunta que fica em Goiás: o PL está trocando de protagonista ou Magda perdeu força para se manter no jogo?