Goiânia no nível máximo de capacidade de pagamento atrai investimento público e privado, avaliam especialistas

Presidente da CDL, Gustavo Faria aponta que "Prefeitura dá bom exemplo de gestão pública”. Economista Adriana Pereira de Sousa avalia que “cidade dá um passo importante ao recuperar a sua capacidade fiscal”

Goiânia obteve avanço significativo na avaliação da sua saúde fiscal ao elevar a nota da Capacidade de Pagamento (Capag), concedida pelo Tesouro Nacional, de C para A, a maior nota. A mudança foi recebida com entusiasmo por representantes do fórum empresarial e especialistas, que esperam um aumento nos investimentos público e privado, além de um ambiente de negócios favorável ao desenvolvimento do município. 

“A Prefeitura de Goiânia dá um bom exemplo de gestão pública, pois quando você faz uma gestão coerente, com equilíbrio entre receitas e despesas, naturalmente, tem mais capacidade de investimento, paga juros menores e tem um risco menor de forma geral. Quando não há esse equilíbrio entre receita e despesa, você passa a ter juros mais altos, tem a dificuldade de captação de recurso e de realizar os investimentos necessários para o desenvolvimento”, afirma o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Goiânia, Gustavo Faria.

 

"A elevação de nota de Goiânia no Tesouro Nacional mostra que as contas públicas da capital estão mais controladas, indicando boas condições de governabilidade, que são essenciais para a estabilidade e, consequentemente, para a manutenção de um ambiente de negócios atrativo. Ou seja, é um feito da gestão municipal que favorece também o setor produtivo, que, assim, se vê mais confiante para investir em Goiânia", avalia a presidente do Sindilojas-GO, Marisa Carneiro. 

Marisa lembra que dados da Juceg mostram que a capital ganhou mais de 15 mil novas empresas entre janeiro e novembro de 2025, e boa parte delas operam no comércio varejista. É um segmento sólido, que gera quase 125 mil empregos formais em Goiânia, segundo o Caged, absorvendo 21% das vagas de trabalho com carteira assinada na capital.

"Esperamos que Goiânia siga melhorando seus indicadores e criando mais oportunidades para as empresas e para a população", completou a presidente do Sindilojas-GO.

Geração de emprego e renda

A economista Adriana Pereira de Sousa avalia que o resultado reduz a percepção de risco, amplia o acesso a operações de crédito com garantia da união e cria melhores condições para a retomada dos investimentos públicos.

“Se a gente olhar sob a ótica do desenvolvimento regional, é um movimento positivo. Uma vez que o investimento público, especialmente em infraestrutura, serviço urbano e outros serviços, possui potencial de gerar efeitos multiplicadores relevantes sobre a economia local. Isso estimula a geração de renda, emprego e indiretamente estimula também o investimento privado”, diz. Para a especialista, a sustentabilidade desse ajuste fiscal, no entanto, deve ser acompanhada ao longo do tempo. 

“A expansão do investimento privado no município depende também de fatores como ambiente regulatório, qualidade institucional, estrutura e dinamismo do mercado local”, pondera a economista. “Em resumo, Goiânia dá um passo importante ao recuperar a sua capacidade fiscal. O desafio agora é converter esse ganho em uma estratégia consistente que mantenha essa alta capacidade de pagamento, gerando desenvolvimento e melhorando a qualidade do gasto público e também a eficiência dos investimentos, além de buscar uma diversificação da economia do município”, conclui Adriana, que é professora do curso de Economia da UEG e presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-GO).

Fotos: GCM/Secom / Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) – Prefeitura de Goiânia