“Nosso objetivo é atrair 10 mil pessoas para o Centro de Goiânia. Sabemos que muitas pessoas trabalham no Centro, mas moram longe. Às vezes elas até pagam um aluguel mais barato, mas gastam tempo e dinheiro no deslocamento. A ideia é ajudar a trazer essas pessoas para o Setor Central, uma localização estratégica e com toda a infraestrutura para receber esses moradores”, defende o prefeito Sandro Mabel, que lançou recentemente o programa Morar no Centro.
A iniciativa integra um pacote de ações para reocupar e dinamizar o bairro e prevê um subsídio de até 50% do aluguel (estimativa de R$ 800 mensais por beneficiário) por três anos para até 3 mil famílias ou 10 mil pessoas, com isenção de IPTU aos proprietários durante o período, visando dobrar a população local de 9 mil para 18 mil habitantes. Podem participar imóveis desocupados há mais de 12 meses ou adaptados para uso residencial, como antigos hotéis.
Outras melhorias incluem a modernização da iluminação pública com o Brilha Goiânia, o Centro foi o primeiro bairro a receber o investimento, e a implementação da Zona 50, que elevou o limite de velocidade de 40 km/para 50 km/h em avenidas Araguaia, Tocantins, Paranaíba, Anhanguera e Rua 3, além de nova sinalização e Onda Verde. A maior da presença da GCM também impactou o comércio, que vive um momento de retomada da gastronomia, cultura e vida noturna.
Esses investimentos já impactam a economia do bairro, que, de janeiro de 2025 a fevereiro de 2026, registrou a abertura de 1.618 novas empresas, alcançando o 5º lugar entre bairros da capital, atrás apenas do Setor Bueno (2.701), Marista (2.576), Jardim América (2.399) e Jardim Goiás (1.677). De acordo com a administração, enquanto medidas de zeladoria, segurança, reconfiguração viária e reordenamento urbano explicam o renascimento comercial, incentivos como isenções de IPTU por até cinco anos atraem novos projetos imobiliários que entram no radar de quem busca morar e investir na capital.
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial do Centro de Goiânia e Adjacências (ACIC), Antônio Ferreira Filho, a reorganização começa a refletir no retorno de atividades econômicas ao Centro. Segundo ele, a desordem anterior afastava empresários e moradores.
“Já temos empresas voltando e um movimento de retomada. O Centro tem vocação para comércio e serviços, com facilidade de acesso. Quando há organização e sensação de segurança, isso naturalmente atrai negócios e pessoas novamente”, diz.
Fotos: Joabe Mendonça / Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) – Prefeitura de Goiânia
