O prefeito Sandro Mabel premiou a Escola Municipal Ayrton Senna, no Jardim Curitiba, na manhã desta quarta-feira (11/2). A unidade venceu o projeto Eco Escolas, uma parceria entre a Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME) e o Consórcio LimpaGyn, que promove a cultura da reciclagem e o engajamento coletivo.
Os alunos do 4º ao 7º ano venceram o desafio ambiental com a entrega de 75 bags, num total de 32 toneladas de materiais recicláveis, destinados às 12 cooperativas parceiras da Prefeitura de Goiânia, promovendo ainda inclusão social, geração de renda e sustentabilidade. A unidade recebeu tablets na premiação.
"Vocês fizeram o melhor trabalho, mostrando atenção com a limpeza da cidade e com as ações ambientais desenvolvidas na escola. Os tablets vão ajudar no dia a dia em sala de aula. A ideia é que eles sejam usados junto com a lousa digital, nas atividades que os professores passam, para responder exercícios e acompanhar as aulas de forma mais prática", disse o prefeito.
O projeto teve início em agosto do ano passado e integra o programa Goiânia Limpa: Educação em Ação, lançado em fevereiro de 2025, como resposta direta aos desafios ambientais da capital, como o descarte irregular de resíduos e a sobrecarga do Aterro Sanitário.
A iniciativa envolveu crianças, jovens e adultos. Cada uma das 30 escolas selecionadas para participar do desafio recebeu quatro bags de 2 metros cúbicos para receberem resíduos recicláveis como papel, plástico, alumínio e eletrônicos, não apenas pelos alunos, mas por toda a comunidade escolar. Além da coleta, as escolas participam de campanhas de conscientização, palestras, workshops e atividades voltadas para a preservação do meio ambiente, incentivando práticas sustentáveis dentro e fora da sala de aula.
A secretária municipal de Educação, Giselle Faria, destacou que os tablets e as lousas digitais são ferramentas valiosas na educação. No ambiente escolar, o professor lida com alunos que possuem diferentes estilos de aprendizado e, por vezes, deficiências no conhecimento.
"Isso pode dificultar a identificação e o desenvolvimento das necessidades individuais de cada aluno. Com auxílio da tecnologia, como lousas digitais e os tablets, é possível monitorar o progresso dos alunos e, por meio da inteligência artificial, direcioná-los a atividades específicas para otimizar a aprendizagem". Segundo a secretária, esse sistema se assemelha a uma tutoria individualizada, permitindo uma adaptação do ensino às particularidades de cada estudante.
Para a diretora da escola, Chirley Lopes, participar do projeto trouxe resultados maravilhosos dentro e fora da escola.
“O que era lixo tornou-se produto reciclável. A gente conseguiu comover a comunidade, que tinha coisas largadas pelas praças e calçadas. Então, a gente conseguiu provar para eles que a sustentabilidade é possível", afirmou.
O diretor do Consórcio LimpaGyn, Renan Andrade, disse que o projeto terá continuidade e que a meta é dobrar o número de escolas participantes. Ele revelou que o material coletado através do projeto apresenta valor agregado superior, uma vez que é separado para a cooperativa, otimizando o processo.
"Essa iniciativa beneficia a cooperativa, a comunidade e todos os envolvidos, ao reduzir a necessidade de coleta manual de materiais nas ruas da cidade". Além disso, segundo ele, os alunos que participaram do projeto demonstraram grande engajamento e aprofundaram seus conhecimentos sobre os benefícios ambientais e o impacto positivo na vida das famílias que dependem do manejo de resíduos.
Fotos: Alex Malheiros / Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) - Prefeitura de Goiânia
